Ser mulher. É muito mais do que um género, é um estado de espírito que se alcança. Com a idade. Com as experiências. Com a vida. Cada ruga é uma gargalhada tatuada. E isso não se esconde. Não se disfarça. Envolve-se NAQUELE vestido, enfeita-se com AQUELE colar, sobe-se ao patamar DAQUELES sapatos ou simplesmente desliza-se para o conforto DAQUELES jeans e... mostra-se orgulhosamente ao Mundo!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Pára, escuta... e olha


Há, na vida, momentos de acção. E há outros de reflexão. De introspecção. De revisão, como nos carros. Para ver se está tudo bem, se aguentamos mais umas centenas de milhar de quilómetros.

Olha-se para a A. e vê-se uma mulher linda, bem sucedida, dona de si. E se olharmos um pouco mais fundo, vê-se uma mulher em plena jornada. Ninguém sabe para onde... Nem ela... Mas vai lá chegar, pois o único grande risco que quem inicia uma jornada corre é... não partir. Por isso, A., boa viagem!

Que a viagem sirva para descobrir novos contextos, novas personalidades e fazer as pazes com as antigas. Que sirva também para desenhar novos contornos no corpo, com roupas novas, e novos contornos na alma, com conteúdos novos.

A A. é mergulhadora experiente. E... só quem ja mergulhou, sabe... Conhece... A sensação, os sons, as cores, a leveza, a ausência de gravidade, o barulho ritmado da própria respiraçao, a suspensão, a calma, a tranquilidade, o zen, as sombras que o sol faz debaixo de água, o outro mundo, o lado de lá, a redoma de vidro de que nos apropriamos e fazemos nossa.

Que a viagem sirva para a A. conseguir trazer essa redoma de vidro para a superfície e, dentro dela, possa rolar até à meta da sua jornada.

E que, após cruzar a meta (e já agora ao longo da jornada), pare... escute-se... e olhe (para um espelho) e veja a Mulher com "M grande" que já é.






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