Ser mulher. É muito mais do que um género, é um estado de espírito que se alcança. Com a idade. Com as experiências. Com a vida. Cada ruga é uma gargalhada tatuada. E isso não se esconde. Não se disfarça. Envolve-se NAQUELE vestido, enfeita-se com AQUELE colar, sobe-se ao patamar DAQUELES sapatos ou simplesmente desliza-se para o conforto DAQUELES jeans e... mostra-se orgulhosamente ao Mundo!
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
SER MULHER
Simone de Beauvoir disse que “Não se nasce mulher: torna-se". Já para Arthur Schopenhauer, “A mulher é um efeito deslumbrante da natureza”. Alexandre Dumas considera que “A mulher - é o anjo e o diabo num só corpo."
Jean-Jacques Rousseau diz-nos que "A mulher é a mais bela metade do mundo.”
E tudo isso é lindo. E tudo isso é verdade. O problema, porém, não é ser mulher é saber ser mulher. Isso sim é mais difícil. Porque muitas vezes passamos de ser filhas de alguém, para ser mulheres de alguém e finalmente mães de alguém. E isso não é ser mulher. É ser filha, esposa ou mãe. E que redutor, se não sobrasse mais para além disso para as mulheres.
Não. Ser mulher é algo que precisa de ser explorado e alimentado, como uma relação. É preciso treino e persistência. E tempo. E aprender a usar o tempo para si. Sem ser com os filhos ou família ou até amigas. Ser egoísta, sem remorsos. E deleitar-nos num banho de imersão à luz de velas, ou ler um livro ou dar um passeio ou fazer qualquer outra coisa que nos dê verdadeiro prazer, por nós e para nós, pelo menos uma vez por dia. E simplesmente gostarmos de nós. Aí… nesses minutos preciosos e precisos, sem depender de ninguém nem ter dependências, sem ser filha ou esposa ou mãe de ninguém, somos mulheres. E se gostarmos de nós, quem não gostará?
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