Ser mulher. É muito mais do que um género, é um estado de espírito que se alcança. Com a idade. Com as experiências. Com a vida. Cada ruga é uma gargalhada tatuada. E isso não se esconde. Não se disfarça. Envolve-se NAQUELE vestido, enfeita-se com AQUELE colar, sobe-se ao patamar DAQUELES sapatos ou simplesmente desliza-se para o conforto DAQUELES jeans e... mostra-se orgulhosamente ao Mundo!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Um Pedaço de tempo










R.,
Após encontros e desencontros, encontrámo-nos no Guincho ao fim de um dia de Verão antecipado. Vinhas maquilhada, nervosa e entusiasmada.
Sabias bem o que querias: uma foto a agarrar o vestido preto e a olhar para a água! Muito bem...
Com o passar das horas foste-te libertando, deixaste de pensar tanto no cabelo e nas mãos e na roupa e disseste-me quando uma onda te invadiu os pés: "Tão bom, já não sentia isto desde o Verão..." E sentiste.
Espero que tenhas gostado da experiência. Deste pedaço de tempo juntas.

Se pudesse, o que vou escrever agora, tinha sido escrito num envelope selado para só leres daqui a 50 anos, quando encontrares este livro perdido numa prateleira, mas não dá. Assim, à R. do futuro, gostava de dizer: Aposto que já não te lembras do vestido, do cabelo, ou de quaisquer outros pormenores. Aposto que a tua única memória daquele fim de tarde passado no Guincho há 50 anos, é que estavas com a tua mãe, que viste um pôr-do-sol fora de série e que as duas se deslumbraram com uma lua cheia, perfeita sobre a Baía de Cascais no regresso.

Sem comentários:

Enviar um comentário